• Leonardo Freund

4 Habilidades que as escolas não ensinam! (parte 1 de 4)

Atualizado: Nov 24


Hoje, vamos falar sobre habilidades que não são desenvolvidas na escola mas que são de extrema importância. Muitas vezes, as escolas, não conseguem implementar formas eficazes, ou criativas, de desenvolver essas habilidades por diversas questões, sejam elas: mercado, estilo, demanda dos pais, formato de vestibular e outros diversos fatores que não entraremos em detalhes aqui neste momento mas que contribuem para as coisas continuarem como são.


A intenção deste texto não é criticar o modelos tradicional, ou até mesmo os mais construtivistas e humanistas, ou os diversos outros tipos de modelos educacionais existentes, mesmo porquê, cada um tem os seus prós e contras.


E pensando no mundo que vivemos atualmente, muito provavelmente iremos necessitar desenvolver habilidades que nos ajudem a nos adequar e nos façam conseguir, no mínimo, sobreviver a esse boom de acontecimentos e também nos preparar para o futuro que nos aguarda.


Pensando nisso, decidimos criar uma série de quatro textos com quatro habilidades que consideramos que sejam importantes para preparar nossas crianças para esse mundo que se transforma a cada dia!



Autorresponsabilidade

É comum a gente acreditar que sabemos tudo sobre nós mesmo, nossas ações e que estamos agindo sempre da forma correta, afinal, o inferno são os outros, já dizia Jean-Paul Sartre, trazendo a reflexão de que muitas vezes nem percebemos o quanto negligenciamos os nossos próprios erros e, ainda por cima, os projetamos no outro a nossa “culpa”.


É da natureza humana não querer errar, ou não mostrar as fraquezas, ou até mesmo culpar alguém, ou uma situação, para justificar algo inadequado, ou que julgamos errado. Esses comportamentos também são vistos em outros primatas. Desde nossos ancestrais até hoje, seja em tribos, até grupos de trabalho, escola, vilas e situações diversas onde as pessoas tenham um convívio com uma certa frequência e um contexto para estarem juntas e desenvolverem uma relação (profissional, amizade, amorosa, gostos, ideias, etc), pensamos em nossas reputações.



Pare e pense, ninguém quer ser conhecido como o mais bobo do grupo, ou o mais fraco, o que não tem habilidades e muito menos ser o bode expiatório! Devido à isso, evitamos nos expor de formas negativas onde a situação possa nos fazer sermos taxados de algo que não gostamos. Muitas vezes nos “escondemos” até mesmo quando temos a capacidade de realizar algo, tudo para que, caso dê errado, não abale a nossa reputação. Outras vezes, por vergonha, ou medo, mentimos. É comum mas não é o ideal, concorda?


Quando apontamos os erros de forma agressiva e incompreensiva, ou até mesmo mecânica, estamos fazendo com que o outro entenda que errar é péssimo e incabível – claro que, em algumas situações, realmente não pode existir chance para erro, pode ser fatal mas quando falamos de educação, estamos falando sobre aprender e criar ferramentas para que os alunos possam compreender e desenvolver maneiras

para aprenderem com os próprios erros e, que “errar”, faz parte do processo de aprendizagem, também -, isso reforça a ideia de que só devemos dar respostas certas e que, quando erramos, não servirmos para determinada atividade, fazendo com que se crie uma atitude defensiva, um mecanismo de defesa onde não assumir, ou dar uma desculpa, se torna a forma de se safar dessa realidade. Tudo para não levarmos uma bronca, receber críticas, virar chachota e etc.


Porém, é muito importante que possamos perceber onde erramos e o quê temos que melhorar/desenvolver. Quando não assumimos falhas, ou não nos responsabilizamos por nossos atos, estamos perdendo a chance de “consertar” aquela área e evoluirmos para estarmos em melhores situações/condições.


Aqui, no MUNDO4D, sempre reforçamos a ideia da prototipação, onde não existem erros, são testes, fazemos diversas versões, tanto na escolha de atividades pela nossa curadoria maker, no processo de produção de conteúdo, quanto em sala de aula. Fazendo o conhecimento se desenvolver coletivamente, de forma horizontal, lúdica e divertida. Com isso, conseguimos que nossos alunos compreendam que existem diversas formas de realizar uma mesma tarefa, assim como, encontrar possíveis pontos negativos no projeto para que possamos melhorar o funcionamento da atividade. Acreditamos que essa abordagem fortalece a mentalidade de que não importa se você erra, ou não, o mais importante é encontrar soluções para que as atividades tenham os melhores resultados possíveis para determinada situação e para isso precisamos encontrar onde foi que erramos, ou confundimos, ou não entendemos. Já pensou trabalhar com programação, por exemplo, e sempre quando acontece um erro você culpa o programa ao invés de procurar possíveis gafes cometidas por alguma distração sua? Você não seria um profissional muito requisitado na área, acredito!


E você, como lida com os seus próprios “erros”? Se for pai, ou mãe, ou professor, até mesmo líder de equipe, como você lida com os erros de seus filhos, alunos, ou liderados? Você estimula a melhora, ou só cobra resultados sem orientar adequadamente? Mesmo sendo negativa a resposta, não se sinta constrangido(a), ou culpado (a), olhar com mais paciência e compreensão como lidamos com os nossos erros e os erros dos outros é o primeiro passo para começarmos a desenvolver uma

atitude mais adequada em prol do nosso desenvolvimento e, consequentemente, o do outro que está contando com a gente! Conhecer nossos limites é fundamental para que a gente saiba até onde podemos ir, ou até mesmo, transcendê-los!


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