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Mentiras que as crianças contam – PARTE 2: Como os pais podem ajudar?

Atualizado: 9 de Set de 2019

Então você pegou seus filhos mentindo. Como você deve responder?

Como você responde depende da idade da criança. Segundo o Dr. Tali Shenfield, especialista em psicologia clínica escolar e infantil, as crianças muito pequenas geralmente mentem para autoproteção, geralmente para desviar a culpa de si mesmas por algo errado (como desenhar nas paredes ou quebrar um vaso). Ele aponta que elogiá-los por serem honestos é de extrema importância. Mas quando você as pega em uma mentira, contar uma história muitas vezes pode ser melhor do que punição.


Um estudo muito interessante e recente demonstra isso: crianças de 3 a 7 anos de idade jogaram um jogo que exigia adivinhar a identidade de um brinquedo com base no som produzido. No meio do jogo, o pesquisador deixou a sala por um minuto, instruindo a criança a não dar uma olhada em um brinquedo que foi deixado na mesa. Como na maioria dos estudos que empregam esse método, a maioria das crianças não resistiu e espiou o brinquedo. Mas este estudo incluiu uma nova reviravolta.


Quando o pesquisador retornou, ele leu para a criança uma história (“A Tartaruga e a Lebre”, “O Menino que Chorou o Lobo”, “Pinóquio” ou “George Washington e a Cerejeira”). Depois, o experimentador perguntou à criança para dizer a verdade sobre se ele ou ela espiou o brinquedo. As crianças que ouviram a história sobre Washington sendo elogiado por admitir que ele derrubou a cerejeira ("não posso contar uma mentira") tinham três vezes mais probabilidade de dizer a verdade do que as crianças que ouviram as outras histórias. Observe que as histórias de Wolf e Pinóquio enfatizam as consequências negativas da mentira, enquanto a história de Washington enfatiza receber elogios por dizer a verdade.


Shenfield também aponta que as crianças mais velhas mentem por outras razões além de sair do problema. Um motivo comum é ganhar mais controle sobre suas próprias vidas. Por exemplo, um pré-adolescente pode pedir permissão para fazer algo e simplesmente ser-lhe dito "não" sem explicação. A criança pode, então, optar por participar da atividade de qualquer maneira para provar que está "crescida" o suficiente para lidar com tal privilégio e responsabilidade. Isto é particularmente verdadeiro se eles sentem que a atividade lhes permitiria provar sua confiabilidade. Eles acabam pensando: "Posso muito bem mentir. Eles não confiam em mim de qualquer maneira."


A mentira adolescente geralmente gira em torno desse mesmo cenário, mas com conseqüências mais sérias. De acordo com Shenfield, a melhor resposta é ter uma conversa civilizada sobre as conseqüências da mentira e como a comunicação pode ser mais eficaz no futuro. Acoplar essa conversa com consequências claras (como tirar as liberdades e permitir que elas ganhem de volta) pode ser altamente eficaz. Mas, como Shenfield ressalta, é importante lembrar que até que as crianças atinjam o final da adolescência, elas não terão desenvolvido plenamente a capacidade de prever as conseqüências de suas ações. É para isso que os pais inteligentes servem, direcionando os seus filhos no melhor caminho; o caminho da verdade!


Lembrando que essas são apenas sugestões. Se perceber que o comportamento mentiroso é repetitivo e duradouro, o ideal é procurar ajuda de um profissional especializado.

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