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Novos modelos de escolas para o século XXI – PARTE 1: o aluno do século XXI

Atualizado: 9 de Set de 2019

Quem é e como se comporta a atual geração, e por que devemos dar atenção especial a sua forma de aprender.


Se queremos transformar a experiência de aprendizagem dos alunos, precisamos primeiro nos perguntar: quem é esta geração e por que ela é diferente das outras?

Nesta semana, teremos em São Paulo a Bett Educar 2018. À luz de um dos macrotemas do evento deste ano, Novos modelos de escolas para o século XXI, iniciamos uma série de posts dedicados a este relevante tópico, refletindo sobre os diferentes aspectos que englobam uma mudança de modelo na forma de ensinar e abrindo um canal para o debate de ideias sobre os possíveis caminhos para uma transformação acertada!


Aliás, se você ainda não se credenciou para a Bett deste ano, corre , é de graça! O Mundo4D marcará presença no evento, no setor Startup I.


Quando falamos sobre a escola do século XXI, uma variedade de temas, ferramentas, ambientes e métodos são tipicamente colocados em pauta: personalização do ensino, inserção de tecnologia na sala de aula, redesenho do espaço físico, métodos de avaliação, necessidade de novas disciplinas, etc. Ainda que todos eles sejam extremamente relevantes, gostaria de iniciar esta série de posts a partir do tema que julgo central em toda esta discussão: o aluno.


Para pensarmos qualquer transformação, é essencial ter em mente qual o grande objetivo das mudanças propostas, neste caso, por que seriam necessários novos modelos de escolas para o século XXI. O fato de que o modelo das escolas permanece quase inalterado há mais de um século pode ser um sintoma de inadequação, mas, muito além disto, o foco desta discussão deveria sempre ser:


Como maximizar a experiência de aprendizagem do aluno no século XXI?


Sem antes entendermos e refletirmos sobre de que maneiras esta nova geração difere das outras, corremos o risco de enveredar por soluções desconectadas, fragmentadas e que não possuam vínculo efetivo com o propósito acima.


A Geração Alpha, termo alcunhado pelo pesquisador australiano Mark McCrindle que se refere aos nascidos a partir de 2010, é a primeira geração filha de Millenials e já apresenta uma série de particularidades. Vamos enumerar alguns aspectos intrínsecos e extrínsecos desta geração:


Nativos na tecnologia:os Alpha interagem com a tecnologia desde os primórdios de sua vida. Como bem exemplificou Derrick Vargason, da ONG educacional NWEA, a primeira babá destas crianças é o iPad! A tecnologia oferece uma característica particular que é a diversidade de formatos, o que pode inclusive, no campo da educação, estimular múltiplos estilos de aprendizagem através de combinação de elementos escritos, visuais, auditivos e verbais. 


Inundados de informação: o acesso à informação nunca foi tão abundante. O Alpha sabe onde e como buscar a informação que deseja. Conteúdo, para eles, deixou de ser um problema. Mais do que isto, esta facilidade e abundância provocam, como consequência, o rápido desinteresse dos conteúdos aos quais se tem acesso. As possibilidades são tantas e de tão fácil acesso que o ritmo da criança muda. Ela está sempre em busca de algo diferente.


Adaptados ao interativo: para esta geração, os feedback loopssão indispensáveis e instantâneos. Desconhecem relações em que o fluxo de informações ocorre somente em uma direção. Situações em que o fluxo de retorno tarda ou não acontece pode lhes gerar confusão e ansiedade. 


Maior expectativa de vida: espera-se que a Geração Alpha seja centenária. Um dos efeitos esperados desta longevidade é que esta geração levará mais tempo para ingressar ao mercado de trabalho, estendendo seu período de formação. Com o novo contexto mercadológico, a hipótese é que geração Alpha seja mais especialista, e o mestrado passará a ser a ‘norma’ no lugar do curso superior.


Menos expostos a interações ‘face to face’: o tempo que uma criança ou adolescente passa em frente à tela de dispositivos eletrônicos vem aumentando significativamente. Segundo um estudo recente publicado pela US Monitoring the Future, o tempo médio gasto por dia por um adolescente entre 13 e 18 anos com internet, mídias sociais e mensagens é estimado entre 6 e 8 horas. Esta mudança comportamental impacta diretamente na quantidade e habilidade das relações presenciais, tal como na incidência de atividades físicas e presenciais.


A revolução da Inteligência Artificial (IA) e o novo mercado de trabalho: esta geração irá compor um mercado de trabalho novo e ainda desconhecido. O que se imagina, neste ponto, é que a IA transformará os postos de trabalho, e que dificilmente o mercado que empregará a geração Alpha irá dispor de papeis operacionais. Imagina-se que o trabalhador do futuro será exigido por atividades sofisticadas e altamente especializadas, e que demandem grande capacidade de extrapolação, experimentação e colaboração.


Este conjunto (não exaustivo) de características já nos ajuda a compreender que estamos tratando de uma geração peculiar, única. Manter o interesse em entende-los e pensar como esta realidade afeta seus pensamentos e comportamentos é ponto-chave da discussão do desenho de um modelo educacional que lhes sirva com excelência. 


O seguinte passo importante na construção deste racional é entender de que formas estas características e contexto podem influenciar na experiência de aprendizagem dos Alpha. No próximo post desta série, vamos refletir sobre esta condição e propor um diagrama para repensar os desdobramentos deste pano de fundo nas diferentes dimensões da esfera escolar.


E você, como enxerga a Geração Alpha? De que formas ela se diferencia das gerações anteriores? Quais desafios ela apresenta ao educador do século XXI?


Um abraço e até a próxima!

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